Farol da Juatinga – Paraty

 

  Endereço   Ponta da Juatinga – REEJ, Paraty / RJ
  Distância Total  7,5 km
  Tempo Total  3 horas  
  Nível do Trajeto  Moderado / Difícil

 


>A CHEGADA

         O Farol da Juatinga fica na Ponta da Juatinga, localizada na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ), em Paraty e é acessível via barco ou trilha.

De carro: pra chegar a Paraty, a partir do Rio de Janeiro, acessar a rodovia BR-101, conhecida como Rio-Santos. A estrada, uma das mais belas do estado do Rio, percorre a região da Costa Verde. Do Rio até Paraty são 240 km.

De ônibus: Ir até a rodoviária de Paraty e de lá pegar um ônibus circular até Laranjeiras ou Paraty Mirim (dependendo de onde for iniciar a travessia)

ATENÇÃO: Os postos de gasolina em Paraty não funcionam até tarde da noite. Preste atenção nisso! Se for necessário pernoitar em Paraty, recomendo o Caiçara Hostel Paraty – simples, mas com bom custo benefício para uma noite apenas

OBS: Muitos viajantes que decidem fazer a Travessia da Juatinga (ver relato aqui) aproveitam pra visitar o Farol. Foi exatamente o que fizemos, partindo de Martim de Sá. (Veja o “Dia 3” do relato)


 

   >A TRILHA

         Pra chegar até o Farol partindo de Martim de Sá, é preciso pegar uma trilha de subida leve, no sentido Pouso de Cajaíba (trilha que parte do portão de entrada do camping do Seu Maneco), e subir até o ponto mais alto da trilha onde tem uma bifurcação com uma placa indicando “Sumaca” à direita.

         A trilha que leva pra Praia de Sumaca é estreita e vai beirando um precipício, exigindo bastante atenção. A mata é bem fechada, com alguns sobes e desces. Na parte final a trilha fica aberta, exposta ao Sol e já da pra escutar o som do mar. Logo você chega a uma bifurcação à beira mar.

Trilha que leva à Praia de Sumaca

       Pra visitar a Praia tem que descer uma trilha bem escorregadia e íngreme (tem cordas pra auxiliar). A praia é lindíssima, com rochas a separando em duas pequenas faixas de areia. Uma parte tem ondas e é ideal pro surf; a outra tem mar calmo, ideal pra relaxar. Na praia ainda tem um barzinho. (lembrando que em Martim de Sá a venda de bebida alcoólica é proibida!).

         Pra continuar até o Farol, basta seguir na trilha ao invés de descer pra Sumaca. Logo no começo da trilha tem uma placa indicando o sentido “Saco Claro” e mais a frente  outra placa indicando “Juatinga“, à direita , numa descida. (Se não prestar atenção com certeza vai acabar passando direto).

          Alguns metros adiante tem mais uma bifurcação onde, novamente, tem que seguir pra direita (a placa vai estar alguns metros adiante – Preste muita atenção nesse ponto pois na volta vai ser mais complicado lembrar e pra evitar passar direto, amarre uma fitinha em algum lugar ou marque um ponto de referência mentalmente, caso não possua GPS – eu lembrei de uma árvore com um arame farpado enrolado)

           A partir dai a trilha vira um sobe e desce infinito (Siga sempre na trilha principal!). Em determinado momento a trilha fica toda “arrumadinha”, como se tivesse ido cuidada por um paisagista. É um belo cenário, com uma pequena Vila caiçara ao fundo e o o pequeno Farol no cume da montanha.

          Um pouco adiante você chega numo grande descampado com vegetação baixa e uma brisa refrescante que vem do oceano. (recomendo fazer um pequeno desvio da trilha principal e andar em direção à beirada da costa, onde dá pra ver uma pequena praia de rochas lá embaixo e toda a imensidão do oceano ao fundo)

Ponta da Juatinga
Ponta da Juatinga

          O último trecho e mais complicado vem em seguida. A trilha passa no meio das casas dos caiçaras. É difícil saber por onde seguir pois há muitas trilhas em muitas direções. (Quase impossível se localizar sem GPS ou ajuda dos moradores locais – no caso, conversamo com um local, que nos mostrou o caminho certo)

       A trilha sobe a encosta, próximo a uma casa e segue por trás de uma outra casa verde, subindo pela ribanceira sempre em formato sinuoso. a subida é cansativa, mas curta; logo se alcança o cume.

           O Farol é bem antigo e menor do que os tradicionais, mas tem seu charme. Dá pra subir uma escada de grampos de metal fixado na sua lateral até a parte de cima. (Cuidado! A parte de cima é bem delicada. Não se apoie na luz do Farol, pois pode acabar danificando um bem histórico). O visual lá de cima é incrível; recomendo ver o nascer ou por do Sol por lá. Lá de cima você tem uma visão panorâmica, cercado de montanhas e mar.

OBS: Muita gente prefere pernoitar em Sumaca pra fazer o bate-volta outras vão a pé e voltam de barco pra poupar tempo. (Nós fomos de Sumaca ao Farol e retornamos a pé, mas a volta pra Martim de Sá fizemos de barco, pois já era dia 31 de Dezembro e precisávamos descansar pra virada)


>CONSIDERAÇÕES FINAIS

          A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação da natureza localizada no extremo sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty. São 9.797 hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos. Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1500 pessoas em 15 comunidades e núcleos de ocupação localizadas ao longo da costa.

            Toda a área da REEJ também está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

INFORMAÇÕES:

 

  • Paraty – Mirim: “localizado a 17 km do trevo de Paraty, o bairro de Paraty-Mirim possui um conjunto de atrativos naturais e históricos e foi um porto importante durante as primeiras ocupações do litoral. Lá está a Igreja mais antiga de Paraty, construída em 1720, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Paraty-Mirim. É uma igreja simples, com um só altar, sem a presença de torres e com o sino na parede lateral. Foi construída para batizar os escravos antes de serem vendidos ou leiloados. Ao lado da Igreja é possível visualizar um conjunto arquitetônico em ruínas. Além disso, a bela praia, de aproximadamente 700 metros, de águas calmas, e o rio que no meio dela deságua também são atrativos na pequena vila.Paraty-Mirim também é muito utilizada como porto de saída para outros lugares da baía de Paraty e é um dos principais locais de embarque para quem pretende visitar a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga.No cais e na praia de Paraty Mirim é possível encontrar barqueiros que fazem a travessia até o Saco do Mamanguá e as praias da REEJ localizadas na enseada da Cajaíba. Em Paraty-Mirim existem quiosques, estacionamentos particulares e algumas vagas públicas na rua, além de campings e pousadas.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

 

  • Praia de Martim de Sá: “Martim de Sá é, sem dúvida, uma das mais fascinantes praias da REEJ. É habitada por apenas um núcleo familiar caiçara, a família dos Remédios. O patriarca é o Sr. Maneco, simpático caiçara que recepciona os turistas de todo Brasil atraídos por uma praia de beleza rara, rodeada pela Mata Atlântica. Sua esposa e filhos oferecem refeições, bolos e pasteis durante a temporada turística. Ele administra o único camping do lugar, que costuma ficar cheio principalmente no feriado do réveillon. No restante do ano a praia fica praticamente deserta, com alguns poucos turistas. Atrativa para muitos surfistas pela formação de suas ondas, a praia não tem luz elétrica, por isso, além dos sons da natureza, nos feriados é possível escutar os sons de animadas rodas de violão que varam a noite no canto. Martim de Sá faz parte da região mais preservada da Reserva e oferece outros atrativos além da praia, como o Pico do Miranda, um mirante a 625 m de altitude, acessado por uma trilha que passa por árvores de grande porte, e de onde é possível avistar a baía de Angra dos Reis, a Ilha Grande, a ponta da Juatinga e o mar de fora, num belo ângulo de Martim de Sá. O poção é uma região conhecida como encontro dos rios, local bastante procurado pelos turistas que querem se refrescar com um banho de rio. A partir de Martim de Sá, existe também uma trilha de quase 4 km, com subidas e descidas, que leva à Praia da Sumaca. O acesso a Martim de Sá se dá apenas de barco, principalmente a partir do cais dos pescadores na cidade de Paraty ou de Paraty-Mirim. Por trilha é possível chegar à praia a partir da comunidade da Praia do Pouso da Cajaíba, com 4 km de extensão. Ou pela trilha que se inicia na Vila Oratório, com 19 km de extensão.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Ponta da Juatinga: “Localidade que leva o nome da Reserva, em que vive a comunidade mais remota da REEJ. A ponta da Juatinga é a extremidade da península, uma porção de terra estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes extensões de terra. É uma região que almeja cuidados até mesmo pelos navegantes experientes, por estar em mar aberto e sujeita a ventos fortes e correntezas. Como não existe praia, o embarque e desembarque na vila de pescadores é feito tradicionalmente em estivas, que podem ser descritas como um arranjo de troncos de árvores dispostos na costeira, de modo que facilite a entrada da canoa com a subida da maré. Essa comunidade vive até hoje sem energia elétrica e com pouca oferta de água. Os quintais das casas são cuidadosamente enfeitados com muitos vasos de plantas e redes de pesca. Os moradores cultivam mandioca e outras culturas e pescam. O turismo ainda é pouco expressivo, já que o acesso depende de boas condições de mar. Um atrativo imperdível é o farol da Juatinga, que também é um mirante para contemplar toda a localidade. A trilha que parte da comunidade até o farol tem 500 metros de extensão e é bastante íngreme. O acesso à Ponta da Juatinga é feito de barco partindo do cais de Paraty ou de Paraty-Mirim até a localidade do Saco Claro, ponto de partida da trilha de 3 km até a comunidade da Juatinga. Dependendo das condições do mar, é possível desembarcar diretamente na Ponta da Juatinga.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia da Sumaca: “A Praia da Sumaca é uma das mais belas e isoladas da REEJ. Ideal para a prática de surf. Senhor Manequinho é o único morador da praia e durante a temporada de verão ele abre seu bar na praia para servir refeições e também receber turistas que queiram pernoitar no pequeno camping existente no local. Fique atento: É preciso ter muito cuidado com as condições de banho e navegação. Quando o mar está mais agitado, as correntezas que se formam nos cantos da praia são perigosas. O acesso à Praia é feito de barco até a praia do Pouso da Cajaíba e por trilha a partir da bifurcação existente à esquerda na trilha Praia do Pouso da Cajaíba – Martim de Sá. Também é possível chegar pela trilha de 4 km a partir da Praia de Martim de Sá. Outra maneira mais fácil de acessar a praia é desembarcar na localidade de Ibijiquara e fazer uma trilha de aproximadamente 40 minutos até a praia. Todavia, o desembarque na enseada de Ibijiquara depende das condições de mar, pois lá também não existe cais.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Laranjeiras: “é o entorno continental imediato da Reserva, com um condomínio particular implantado na década de 70. Um pequeno cais localizado dentro do condomínio serve de apoio para a visitação às localidades da Praia do Sono e Ponta Negra. O acesso ao condomínio é restrito e só pode ser feito por Kombis que levam os moradores e turistas desde a Vila Oratório até o pequeno cais. Em Laranjeiras existem quatro praias frequentadas pelos condôminos e por visitantes. É possível chegar às praias por trilhas que partem da portaria do condomínio e do ponto final do ônibus na Vila Oratório. As trilhas são curtas, sinalizadas, bem conservadas e ideais para quem procura um passeio agradável, com pouca gente e uma bela paisagem”(Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

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