TRAVESSIA DA JUATINGA – PARATY/RJ

>A CHEGADA

         A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) está localizada na Costa Verde, no sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty

De carro: a partir do Rio de Janeiro, acessar a rodovia BR-101, conhecida como Rio-Santos. A estrada, uma das mais belas do estado do Rio, percorre a região da Costa Verde. Do Rio até Paraty são 240 km.

De São Paulo, o acesso é pela Rodovia Ayrton Senna até São José dos Campos ou Taubaté. Via São José dos Campos, o acesso é pela Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba. Já por Taubaté, o acesso é pela Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba. Em ambos os casos, Caraguatatuba ou Ubatuba, o percurso até Paraty é pela rodovia BR-101, conhecida como Rio-Santos, na direção norte, sentido Rio de Janeiro. 

De ônibus: Ir até a Rodoviária de Paraty e de lá pegar um ônibus circular até Laranjeiras ou Paraty-Mirim (dependendo de onde for iniciar a travessia)

ATENÇÃO: Os postos de gasolina em Paraty não funcionam até tarde da noite. Preste atenção nisso! Se for necessário pernoitar em Paraty, recomendo o Caiçara Hostel Paraty – simples, mas com bom custo benefício para uma noite.

    A travessia pode ser feita no sentido Paraty Mirim-Vila Oratório ou no sentido oposto:

Sentido Paraty Mirim – Vila Oratório: pra chegar à praia de Paraty-Mirim a partir de Paraty, o visitante deve acessar a BR-101 em direção a São Paulo, até o km 154,5. Em seguida é necessário entrar à esquerda e seguir por uma estrada de terra (com muitos buracos em época de chuva) por aproximadamente 7 km. Em Paraty-Mirim existe estacionamento particular e algumas vagas públicas em rua. (recomendo o Estacionamento do Camping Jesus com diária em torno de R$10,00). Do estacionamento até a praia de onde saem os barcos são menos de 15 minutos andando.

Sentido Vila Oratório – Paraty – Mirim: é o único acesso terrestre à Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ). De Paraty, seguir pela BR-101, sentido Santos, até o trevo do bairro Patrimônio, pertencente ao município de Paraty, e subir à esquerda por uma estrada asfaltada até a bifurcação para a Estrada de Laranjeiras. Após passar pela guarita do condomínio Laranjeiras, virar à esquerda para chegar à Vila Oratório e seguir até o ponto final dos ônibus, onde inicia a trilha Vila Oratório – Praia do Sono. (Na Vila Oratório existem estacionamentos particulares e algumas vagas públicas em ruas). São cerca de 45 minutos de trilha (o “Dia 5” traz detalhes sobre essa trilha). É possível, também, contratar um barco.

OBS: Na internet é possível encontrar muitos relatos sobre a travessia no sentido oposto (recomendo o do site oficial do INEA – http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php). 


>A TRAVESSIA

     Como concluímos a Travessia iniciando em Paraty Mirim e encerrando na Vila Oratório, a partir daqui falaremos apenas sobre esse percurso. Nos pareceu uma logística melhor terminar na Praia do Sono, onde há mais estrutura pra um descanso merecido pós travessia, com grande oferta de restaurantes, chuveiro quente e música. 


DIA 1 > PARATY-MIRIM À PRAIA GRANDE DE CAJAÍBA 

  Distância Total   7,1 km
  Tempo Total   5 horas  
  Nível do Trajeto   Difícil

 


PARATY MIRIM – PRAIA DO CRUZEIRO

         Saindo da Praia de Paraty-Mirim de barco até a Praia do Cruzeiro leva em torno de 20 minutos com um belo cenário (peça ao barqueiro informações sobre o local). Chegando na praia, procure o Seu Orlando, dono da praia e do único camping/restaurante ali.

Barco que leva à Praia do Cruzeiro, partindo de Party Mirim.
Barco que leva à Praia do Cruzeiro, partindo de Party Mirim.

OBS: Se o tempo estiver bom vale a pena conhecer o Pico do Pão de Açúcar/Pico do Mamanguá (relato aqui), que tem vista para todo o Saco do Mamangua* (fiorde tropical),  e depois almoçar por lá mesmo. Peça pra deixar a mochila cargueira no camping enquanto faz a subida, caso não queira acampar no local. Outra atração local é a Cachoeira do Rio Grande.

===============================================================================================================

PRAIA DO CRUZEIRO – PRAIA DO ENGENHO
distância: 3,6 km  // tempo: 2 h // nível:  leve

         Partindo da Praia do Cruzeiro até a Praia do Engenho, a trilha (primeiro trecho da travessia) gira em torno de 2 horas em ritmo tranquilo. O início da trilha é o mesmo que leva ao Pico do Pão de Açúcar, logo atrás da “casa de barcos” no canto esquerdo da Praia do Cruzeiro. Em determinado ponto tem uma placa sinalizando o caminho correto.  Ao chegar à Mansão onde foi gravado o filme “Crepúsculo”, vá por trás da casa.

Placa no início da trilha pra Praia do Engenho.
Placa no início da trilha pra Praia do Engenho.

OBS: Muitas pessoas iniciam a trilha direto na Praia do Engenho, mas eu recomendo passar pela Praia do Cruzeiro. O lugar é lindo e vale muito a pena visitar o Pico do Pão de Açúcar e trocar uma ideia com o Seu Orlando. São muitas histórias e dicas.

         A praia do Engenho é uma pequena faixa de areia com duas imensas árvores e um pequeno casebre ao fundo, que serve pra guardar equipamentos aquáticos pertencentes à pousada localizada mais acima. 

OBS: É possível acampar na praia, apesar de não ter qualquer estrutura. O rio que corta a trilha em caso de temporal poderá encher e impossibilitar a passagem. Nesse caso acampar é uma possibilidade ou então ficar na pousada que mencionei. Outra opção é aguardar a chuva diminuir e o rio secar pra poder passar, como fizemos ou então pegar um barco até Pouso de Cajaíba, mas ai estaria abrindo mão da aventura a que se prôpos.

===============================================================================================================

PRAIA DO ENGENHO – PRAIA GRANDE DE CAJAÍBA
distância: 3,5 km  // tempo: 3 horas // nível:  difícil

         A travessia continua subindo uma escadaria de pedra no sentido Praia Grande de Cajaíba (têm placas indicando), passando próximo a uma pousada e entrando numa estreita trilha de terra que beira o rio. Em certo momento será preciso seguir rio acima até uma grade de contenção onde continua a trilha, na margem oposta. (se o rio estiver muito cheio, não o atravesse! É muito perigoso!)

Rio encheu virando uma cachoeira!
Rio encheu virando uma cachoeira!

        O resto da trilha é bem íngreme. Pior ainda se estiver chovendo, pois se torna extremamente escorregadio. São aproximadamente 1 hora e meia subindo até o ponto mais alto. A partir daí se torna uma longa descida que termina diretamente na areia da Praia Grande de Cajaíba. Ainda será preciso percorrer toda a extensão da praia atravessando dois rios que desembocam no mar (em dias chuvosos a água pode bater na altura da cintura. Cuidado pra não molhar seus pertences importantes)

A extensa Praia Grande (segunda maior praia da Travessia. Perde apenas para Praia do Sono)

            No final da praia tem uns bares/lanchonete e, subindo uma curta trilha, tem uma bifurcação que leva até o camping do Seu Altamiro, administrado pela sua filha Tatiana, muito simpática e sociável. Pra quem precisa pernoitar vale a pena acampar por ali mesmo, como fizemos.

OBS: Pra quem resolver seguir direto pra Pouso de Cajaíba, basta seguir a placa indicando “Praia de Itaoca” na bifurcação que mencionei e seguir os passos do “Dia 2”.

OBS: Próximo ao camping tem uma bela cachoeira que vale muito a pena conhecer. Sugiro acordar cedo e dar um pulo lá antes de seguir viagem. Cachoeira da Praia Grande (relato aqui)

Cachoeira da Praia Grande.

DIA 2 > PRAIA GRANDE À MARTIM DE SÁ

  Distância Total   8 km
  Tempo Total   2 horas 30 minutos 
  Nível do Trajeto   Moderado


PRAIA GRANDE DE CAJAÍBA  – POUSO DE CAJAÍBA
distância: 4 km  // tempo: 2 h 30 min // nível:  moderado

        Pra seguir viagem até Pouso de Cajaíba basta retornar  à bifurcação (pouco depois dos bares) e seguir na direção da placa indicando “Praia de Itaoca“. Este trecho faz parte da Enseada do Pouso, composto por 4 trilhas que dão acesso às Praias de Itanema, Comunidade da Praia de Calhaus, Praia da Itaoca. As trilhas margeiam a costa, passando por mirantes naturais, porém não se conectam porque começam e terminam nas praias, sendo preciso percorrer a extensão das praias para iniciar outra trilha. 

OBS: Em Calhaus tem um posto de saúde com telefone público (não estava funcionando) e bebedouro.

OBS: Na praia de Itaoca, se estiver confuso por onde seguir, não hesite em perguntar. Alguns pontos não tem sinalização e a trilha segue por entre algumas casas, o que acaba por confundir.

OBS: Na Praia de Itanema, última praia antes de Pouso da Cajaíba, logo que iniciar a subida da trilha, bem no fim da praia, vai ter um portão que pode estar aberto (no nosso caso estava!). Não vá por ali, pois é propriedade privada. Siga subindo! 

OBS: O último trecho antes de chegar em Pouso de Cajaíba é traiçoeiro. Em épocas de chuva fica muito escorregadio. Tome muito cuidado! Vá devagar e se concentre! 

           Pouso tem muita estrutura, muitos barcos, casas pra alugar, restaurantes e comércio. É um bom ponto pra descansar e se alimentar antes de seguir viagem para Martim de Sá. Foi o que fizemos. Existe um “orelhão” numa pracinha atrás da igreja. Quando passamos não estava funcionando.

=============================================================================================================

POUSO DE CAJAÍBA – MARTIM DE SÁ
distância: 4 km  // tempo: 2 h // nível:  moderado

          A trilha pra Martim segue por trás da Igreja e vai subindo por entre alguns campings até que adentra o mato e vira uma subida mais íngreme. É cansativo, mas nada comparado ao que passamos entre a Praia do Engenho e Praia Grande. Após um bom tempo de subida você chega ao ponto mais alto da trilha, onde tem uma bifurcação que leva à Praia de Sumaca e ao Farol da Juatinga (veremos a seguir). Dai em diante é uma descida bem tranquila que termina num portão delimitando o terreno do camping do Seu Maneco, dono de Martim de Sá.

Praia de Martim de Sá
Praia de Martim de Sá
Camping do Seu Maneco
Camping do Seu Maneco e amizades que fizemos durante os dias que passamos lá

 

OBS: Seu Maneco é uma lenda local. Impossível falar de Martim de Sá sem mencionar seu nome. Sua família está espalhada por toda a Península da Juatinga. Encontramos parentes de Seu Maneco em Cairuçu das Pedras (Seu Apligio), em Ponta Negra (camping da Branca) e Saco das Enchovas. Todos conhecem ele e o respeitam muito. Tem uma carisma impressionante .Infelizmente a sua idade avançada e a diabetes o deixaram bem debilitado; mesmo assim está sempre andando pela praia disposto a conversar. Sugiro parar para ouvi-lo e, se possível , registrar esse momento. Pessoas assim levamos na memória mesmo quando se vão e agradecemos por ter cruzado nosso caminho.

OBS: No topo da trilha pega sinal de celular. Então aproveite pra se comunicar e dar sinais de vida porque a partir daí, só tem sinal em Ponta Negra.

ATENÇÃO: De Martim vale a pena “atacar” o Farol da Juatinga, localizado na Ponta da Juatinga, que dá nome à Travessia e conhecer a Praia de Sumaca, que fica no caminho. Ainda, em Martim de Sá, há vária atrações naturais, como o Poção e o Pico do Miranda. Por ser um local muito tranquilo e com uma energia muito boa, se tiver tempo recomendo que fique uns dias por ali e conheça todos esses locais (foi o que fizemos! Pra acessar os relatos completos clique nos nomes em verde)


DIA 3 > MARTIM DE SÁ – CAIURUÇU DA PEDRAS – PONTA NEGRA

  Distância Total   11,8 km
  Tempo Total   5 horas  
  Nível do Trajeto   Difícil

 


     Esse percurso é o mais pesado e “temido” da Travessia. São aproximadamente 12 km de trilha,. É possível fazer direto, mas eu recomendo dividir em dois trechos: o primeiro até Cairuçu das Pedras e de lá até Ponta Negra. Foi o que fizemos.

===============================================================================================================

MARTIM DE SÁ – CAIRUÇU DAS PEDRAS
distância: 5,3 km  // tempo: 2 h // nível:  leve

       A trilha que leva de Marim de Sá à Cairuçu das Pedras é a mesma que leva até o Poção e sai de dentro do camping do Seu Maneco. Esse  primeiro trecho é tranquilo e bem leve, passando ainda por uma bifurcação com uma trilha que desce até o Saco das Enchovas, uma pequena vila de pescadores. 

Comunidade Caiçara do Saco das Enchovas
Comunidade Caiçara do Saco das Enchovas

       Chegando em Cairuçu das Pedras, logo de cara você passa pelo Camping do Seu Aplígio e depois tem que descer por uma trilha curta até a praia. Cairuçu é uma praia paradisíaca de pedras com uma pequena faixa de areia e uma piscina natural construída logo abaixo de uma queda d´água; é o lugar ideal pra descansar, se alimentar e recuperar as energias antes de enfrentar o trajeto seguinte, que é bem mais difícil e cansativo.

Piscina Natural em Cairuçu das Pedras
Piscina Natural em Cairuçu das Pedras

OBS: Muitas pessoas acampadas em Martim de Sá aproveitam pra conhecer Cairuçu das Pedras. Alguns vão de trilha mesmo, mas a grande maioria vai de barco, que sai em torno de 15 reais por pessoa.

===========================================================================================================

CAIRUÇU DAS PEDRAS – PONTA NEGRA
distância: 6,5 km  // tempo: 3 h // nível:  pesado

        Partindo de Cairuçu, o trecho seguinte da trilha é muito cansativo, íngreme, longo e escorregadio em tempos de chuva. São aproximadamente 3 km de subida até o ponto mais alto da trilha (único ponto onde pega sinal de celular). Depois são pouco mais de 3 km de descida numa pegada mais leve. Chegando em Ponta Negra, numa parte que beira o rio, tem algumas bifurcações. Mantenha sempre à direita passando por uma pontes de concreto até chegar à praia.

        A Praia de Ponta Negra é pequena e apertada. Em épocas de bastante movimento acaba ganhando contornos de cidade, com muita poluição sonora. Lá tem alguns campings, como do barqueiro Ismael e o camping/restaurante da Branca, parente do Seu Maneco, e fica no caminho para a Praia do Sono, continuação da Travessia (ficamos nesse camping e recomedamos. Fizemos bons amigos ali).

Praia de Ponta Negra
Praia de Ponta Negra

OBS: Em Ponta Negra há vários pontos onde pega sinal de celular. O mais efetivo é na praia de onde partem barcos para vários pontos da Península.

OBS: Como o último trecho da travessia é bem tranquilo é possível seguir viagem direto pra Praia do Sono, sem pernoitar em Ponta Negra, mas recomendo passar uma noite lá, descansar e conhecer a Cachoeira do Saco Bravo no dia seguinte. Vale muito a pena! É um dos mais conhecidos atrativos de toda região. (clique no link em verde pra ver o relato completo)


DIA 4 . PONTA NEGRA – PRAIA DO SONO – VILA DO ORATÓRIO

  Distância Total   5,6 km
  Tempo Total   2 horas 30 minutos  
  Nível do Trajeto   Moderado

 


PONTA NEGRA – PRAIA DO SONO
distância: 2,5 km  // tempo: 1 h 30 min // nível:  leve

         A última parte da Travessia (primeira pra quem faz a travessia no sentido oposto) é a trilha que leva da Ponta Negra até a Praia do Sono. Essa trilha passa dentro do Camping da Branca e segue tranquila beirando o oceano e passando por praias desertas, como a Praia das Galhetas e as praias dos Antigos e Antiguinhos. O último pedaço, logo antes de chegar à Praia do Sono é bem traiçoeiro, escorregadio e íngreme. Foram instalados corrimões e degraus no local, mas mesmo assim tome cuidado!

Praia dos Antiguinhos
Praia dos Antiguinhos

OBS: Próximo à Praia das Galhetas, tem a Cachoeira das Galhetas, com uma forte queda d´água e um amplo poço onde é possível nadar e relaxar 

        Praia do Sono é uma praia turística com uma extensa faixa de areia. Lá tem muitos campings, restaurantes e casas para aluguel. Ainda, rolam muitos eventos de música e shows, ficando lotadíssimo no reveillon. Recomendamos o primeiro camping chegando da Praia dos Antigos (último pra quem vem de Laranjeiras) – camping “Lá em casa”, com ótima estrutura e muito bem localizado.

Fim de tarde na Praia do Sono
Fim de tarde na Praia do Sono

            Ainda, pra quem curte um banho de cachoeira a Praia do Sono tem um pequeno poço, chamado “Poço do Jacaré“. O lugar é de fácil acesso, costuma ficar cheio e não é dos lugares mais bonitos da Reserva, mas vale a pena dar um pulo lá pra se refrescar e fechar com estilo a Travessia!!! 

Poço do Jacaré
Poço do Jacaré

===========================================================================================================

PRAIA DO SONO – VILA ORATÓRIO
distância: 3,1 km  // tempo: 1 h  // nível:  leve

         Por fim, pra retornar à costa, muitas pessoas apelam pro barco, mas alguns, como nós, preferem completar o trajeto a pé. Para isso, tem que seguir até o fim da praia e pegar uma trilha à direita, no último camping. Essa trilha leva até a Vila Oratório (Condomínio Laranjeiras) de onde sai um ônibus pra rodoviária de Paraty. A trilha tem traçado bem definido, estruturas de acessibilidade, com degraus e corrimões, mas bem extensa e escorregadia quando chove.


>CONSIDERAÇÕES FINAIS

          A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação da natureza localizada no extremo sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty. São 9.797 hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos. Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1500 pessoas em 15 comunidades e núcleos de ocupação localizadas ao longo da costa.

            Toda a área da REEJ também está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

RECOMENDAMOS:

  • Estacionamento do Camping Jesus em Paraty-Mirim (antigo Camping Devaneios): (24) 3371-0011/0008
  • Camping Sr Orlando na Praia do Cruzeiro: (24) 9916-3532
  • Camping do Seu Maneco (Praia Martim de Sá)
  • Camping Sr. Aplígio na Praia do Cairuçú 
  • Camping da Branca na Praia de Ponta Negra: (24) 9938-1614; (24) 9920-0036; (24) 9815-3780
  • Barqueiro Ismael: (24) 9973-8365

 

INFORMAÇÕES:

 

  • Paraty – Mirim: “localizado a 17 km do trevo de Paraty, o bairro de Paraty-Mirim possui um conjunto de atrativos naturais e históricos e foi um porto importante durante as primeiras ocupações do litoral. Lá está a Igreja mais antiga de Paraty, construída em 1720, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Paraty-Mirim. É uma igreja simples, com um só altar, sem a presença de torres e com o sino na parede lateral. Foi construída para batizar os escravos antes de serem vendidos ou leiloados. Ao lado da Igreja é possível visualizar um conjunto arquitetônico em ruínas. Além disso, a bela praia, de aproximadamente 700 metros, de águas calmas, e o rio que no meio dela deságua também são atrativos na pequena vila.Paraty-Mirim também é muito utilizada como porto de saída para outros lugares da baía de Paraty e é um dos principais locais de embarque para quem pretende visitar a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga.No cais e na praia de Paraty Mirim é possível encontrar barqueiros que fazem a travessia até o Saco do Mamanguá e as praias da REEJ localizadas na enseada da Cajaíba. Em Paraty-Mirim existem quiosques, estacionamentos particulares e algumas vagas públicas na rua, além de campings e pousadas.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Saco do Mamanguá: “Apresenta um conjunto de ruínas do período colonial, 33 pequenas praias de mar abrigado, rios, cachoeira, um exuberante manguezal e ainda uma feição geomorfológica singular no Brasil, denominada de ria tropical, também chamado de fiorde tropical, pela semelhança com os fiordes nórdicos. O local pode ser descrito como um braço de mar estreito com cerca de 8 km de extensão e 10 metros de profundidade na entrada, cercado por uma cadeia de montanhas coberta de Floresta Atlântica, onde está localizado o Pico do Pão-de-açúcar, o único atrativo que proporciona uma vista panorâmica desse paraíso. O fundo do Saco do Mamanguá guarda o maior e mais preservado mangue da REEJ. É um berçário marinho por tratar-se de local de refúgio, reprodução e alimentação das espécies marinhas. O principal ponto de embarque para o Saco do Mamanguá é o cais de Paraty-Mirim, de onde também é possível fazer a trilha costeando a margem esquerda do Saco. A velocidade para navegação na extensão do Saco é inferior a 8 nós, sendo proibida a entrada de embarcação a motor no manguezal.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Pico do Pão-de-Açúcar: “A praia do Cruzeiro é o ponto de partida para subir ao pico do Pão-de- Açúcar. A trilha íngreme tem 1,5 Km de extensão e o pico tem 425 m de altitude. Do cume é possível ter uma visão panorâmica do Saco do Mamanguá.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia Grande da Cajaíba: “É a segunda maior praia da REEJ, com quase 1.000 metros de extensão. Com água cristalina e calma, nesta praia atualmente existem apenas dois núcleos familiares de população caiçara que resistiram à especulação imobiliária. Nessa localidade é possível conhecer de perto alguns atrativos culturais, como a casa de farinha, local em que os nativos beneficiam a mandioca; um caprichoso artesanato de cipó feito por uma das moradoras mais antigas da localidade, Dona Dica; o cerco flutuante, técnica tradicional de pesca artesanal; e o quintal referência em agroecologia do Sr. Altamiro. Uma caminhada de no máximo 15 minutos, em uma trilha de 500 metros, leva à bela Cachoeira da Praia Grande da Cajaíba. As famílias residentes oferecem uma estrutura de camping no quintal de suas casas e restaurantes, que servem lanches e comidas feitas com peixes e frutos do mar. A praia Grande da Cajaíba também é muito procurada para a prática de turismo náutico. Muitas embarcações saem da baía de Paraty e de Paraty-Mirim para passarem o dia no local. No canto direito da praia existe uma trilha de 3,2 km, que dá acesso à Praia Deserta, pequena praia onde existe uma casa de veraneio. O acesso à Praia Grande da Cajaíba é feito apenas de barco ou pela trilha que vem da Praia de Itaoca e a trilha que vem da Praia do Engenho, no Saco do Mamanguá. (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia do Pouso da Cajaíba: Local da segunda comunidade mais populosa da REEJ, a Praia do Pouso da Cajaíba atrai muitos turistas e veranistas pelo seu mar calmo de águas claras. A comunidade recebe esse nome devido ao fato de que até hoje muitos barcos pesqueiros utilizam a praia para se abrigar quando o mar está de ressaca. É possível fazer vários passeios saindo do Pouso da Cajaíba, como visitar as outras praias da enseada da Cajaíba e as praias de Martim de Sá e Sumaca. Outro atrativo da Praia do Pouso da Cajaíba é o mirante da Pedra das Araras, uma caminhada que dura em torno de 1 hora, percorrendo uma trilha de 1,2 km de extensão. É uma trilha pouco utilizada e deve ser feita com acompanhamento de guia local. O acesso é feito apenas por barco ou trilha. Geralmente, os turistas que se hospedam nessa praia pegam um barco em Paraty-Mirim, que demora em torno de meia hora até a comunidade. A Praia Grande da Cajaíba pode ser acessada em uma caminhada de 2 horas, cerca de 4 km, passando pelas praias da Toca do Carro, Itanema, Calhaus e IItaoca. Já a Praia de Martim de Sá pode ser acessada por uma trilha de 4 Km com quase 300 metros de desnível. O percurso dura aproximadamente 1 hora e 40 minutos e é muito utilizado pelos turistas, já que o desembarque em Martim de Sá depende de boas condições de mar.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia de Martim de Sá: “Martim de Sá é, sem dúvida, uma das mais fascinantes praias da REEJ. É habitada por apenas um núcleo familiar caiçara, a família dos Remédios. O patriarca é o Sr. Maneco, simpático caiçara que recepciona os turistas de todo Brasil atraídos por uma praia de beleza rara, rodeada pela Mata Atlântica. Sua esposa e filhos oferecem refeições, bolos e pasteis durante a temporada turística. Ele administra o único camping do lugar, que costuma ficar cheio principalmente no feriado do réveillon. No restante do ano a praia fica praticamente deserta, com alguns poucos turistas. Atrativa para muitos surfistas pela formação de suas ondas, a praia não tem luz elétrica, por isso, além dos sons da natureza, nos feriados é possível escutar os sons de animadas rodas de violão que varam a noite no canto. Martim de Sá faz parte da região mais preservada da Reserva e oferece outros atrativos além da praia, como o Pico do Miranda, um mirante a 625 m de altitude, acessado por uma trilha que passa por árvores de grande porte, e de onde é possível avistar a baía de Angra dos Reis, a Ilha Grande, a ponta da Juatinga e o mar de fora, num belo ângulo de Martim de Sá. O poção é uma região conhecida como encontro dos rios, local bastante procurado pelos turistas que querem se refrescar com um banho de rio. A partir de Martim de Sá, existe também uma trilha de quase 4 km, com subidas e descidas, que leva à Praia da Sumaca. O acesso a Martim de Sá se dá apenas de barco, principalmente a partir do cais dos pescadores na cidade de Paraty ou de Paraty-Mirim. Por trilha é possível chegar à praia a partir da comunidade da Praia do Pouso da Cajaíba, com 4 km de extensão. Ou pela trilha que se inicia na Vila Oratório, com 19 km de extensão.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Ponta da Juatinga: “Localidade que leva o nome da Reserva, em que vive a comunidade mais remota da REEJ. A ponta da Juatinga é a extremidade da península, uma porção de terra estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes extensões de terra. É uma região que almeja cuidados até mesmo pelos navegantes experientes, por estar em mar aberto e sujeita a ventos fortes e correntezas. Como não existe praia, o embarque e desembarque na vila de pescadores é feito tradicionalmente em estivas, que podem ser descritas como um arranjo de troncos de árvores dispostos na costeira, de modo que facilite a entrada da canoa com a subida da maré. Essa comunidade vive até hoje sem energia elétrica e com pouca oferta de água. Os quintais das casas são cuidadosamente enfeitados com muitos vasos de plantas e redes de pesca. Os moradores cultivam mandioca e outras culturas e pescam. O turismo ainda é pouco expressivo, já que o acesso depende de boas condições de mar. Um atrativo imperdível é o farol da Juatinga, que também é um mirante para contemplar toda a localidade. A trilha que parte da comunidade até o farol tem 500 metros de extensão e é bastante íngreme. O acesso à Ponta da Juatinga é feito de barco partindo do cais de Paraty ou de Paraty-Mirim até a localidade do Saco Claro, ponto de partida da trilha de 3 km até a comunidade da Juatinga. Dependendo das condições do mar, é possível desembarcar diretamente na Ponta da Juatinga.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia da Sumaca: “A Praia da Sumaca é uma das mais belas e isoladas da REEJ. Ideal para a prática de surf. Senhor Manequinho é o único morador da praia e durante a temporada de verão ele abre seu bar na praia para servir refeições e também receber turistas que queiram pernoitar no pequeno camping existente no local. Fique atento: É preciso ter muito cuidado com as condições de banho e navegação. Quando o mar está mais agitado, as correntezas que se formam nos cantos da praia são perigosas. O acesso à Praia é feito de barco até a praia do Pouso da Cajaíba e por trilha a partir da bifurcação existente à esquerda na trilha Praia do Pouso da Cajaíba – Martim de Sá. Também é possível chegar pela trilha de 4 km a partir da Praia de Martim de Sá. Outra maneira mais fácil de acessar a praia é desembarcar na localidade de Ibijiquara e fazer uma trilha de aproximadamente 40 minutos até a praia. Todavia, o desembarque na enseada de Ibijiquara depende das condições de mar, pois lá também não existe cais.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Cachoeira do Saco BravoÉ uma das mais belas cachoeiras da REEJ. Deságua no costão rochoso e forma um belo poço a poucos metros do mar aberto. Ao chegar próximo a cachoeira, é importante ter muito cuidado ao descer pelas pedras para acessar o poço. Fique atento: como a cachoeira está no costão rochoso, existe o risco de ondas invadirem o poço. Não existem salva-vidas no local e o resgate é dificultado pela declividade e distância da trilha até o posto de atendimento mais próximo na cidade de Paraty. É recomendando que o retorno seja feito antes das 15h para assim evitar estar na trilha à noite. Localizado em área remota, para acessar este atrativo é preciso fazer uma caminhada de 4,2 km com nível de dificuldade pesado, que dura em média 2 horas e 30 mim a partir da comunidade da Ponta Negra. Por ser uma trilha considerada difícil, para mais segurança sugere-se a contratação de um guia/monitor local e que a caminhada comece no período da manhã.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia da Ponta Negra: A praia tem a terceira comunidade mais povoada da REEJ, com cerca de 160 moradores. De águas transparentes, tem aproximadamente 180 metros de extensão e é procurada pelos visitantes que desejam se hospedar num ambiente tranquilo em contato com a natureza. A comunidade tem três campings, diversas casas de moradores para aluguel e restaurantes com comidas típicas. Os moradores ainda pescam com cerco flutuante e remendam suas redes na areia da praia em meio a uma boa prosa, com muitas histórias de pescador. Chamada pelos antigos de Praia Negra, a praia da Ponta Negra é o ponto de partida para a região mais remota e mais preservada da REEJ. As trilhas para o Cairuçu das Pedras e para a Cachoeira do Saco Bravo partem dessa comunidade. A trilha até a cachoeira do Saco Bravo tem 4,2 km de extensão e a trilha para o Cairuçu das Pedras tem 6,5 Km de extensão, atravessando uma área de relevo acidentado, cercada por Mata Atlântica com espécies arbóreas de grande porte. O acesso à comunidade da Ponta Negra de barco é feito a partir da Vila Oratório, de onde é possível contratar o serviço de transporte realizado por moradores da própria comunidade. Já para quem optar por chegar à praia por trilha, o caminho é feito a partir da Vila Oratório, passando pela Praia do Sono, Praia dos Antigos, Praia dos Antiguinhos e Galhetas. O percurso tem 7,8 km.”  (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia dos Antigos e Antiguinhos: A Praia dos Antigos leva esse nome porque na primeira metade do século XX ainda era habitada por uma comunidade caiçara. Com o tempo os moradores se mudaram para outras vilas caiçaras e a praia ficou deserta. A praia não possui salva-vidas, por isso é importante ter muito cuidado nos dias de mar agitado. A praia fica ao lado da Praia dos Antigos, é deserta e também tem águas cristalinas. A trilha inicia-se no canto esquerdo da praia dos Antigos, e tem 150 metros de extensão dentro da mata. Não é permitido acampar em nenhuma das duas praias. Fique atento: em dias de mar agitado, a praia se torna perigosa para banho, com a forte correnteza. O acesso pode ser feito por trilha e barco. São 5 km de trilha da Vila Oratório, 1,5 km da comunidade do Sono e 2 km da comunidade da Ponta Negra. É possível negociar com barqueiros nestas três comunidades para acessar a Praia dos Antigos, nos dias de mar calmo.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia do Sono: “A Praia do Sono é a maior praia da REEJ e é onde habita a comunidade caiçara mais populosa. Menos isolada do que as demais comunidades, existem dezenas de campings para receber os turistas e muitos caiçaras alugam casas e chalés para hospedagem na temporada. Restaurantes e bares oferecem refeições e bebidas para os visitantes. Muito procurada nos feriados, a praia é bastante frequentada por turistas principalmente no réveillon. A noite é embalada pelo som de forró, reggae, MPB e de muitas rodas de violão. Na última semana de julho acontece o Festival de Inverno com várias atividades culturais na comunidade. Outro atrativo da Praia do Sono é o Poço do Jacaré que fica a 1,2 km da praia, seguindo uma trilha que parte da igreja também localizada na praia. O cume da trilha que leva até a Praia dos Antigos é um mirante imperdível para contemplar a Praia do Sono. Fique atento: nos dias de mar agitado, à correnteza que se forma no canto bravo (canto direito da praia de quem olha para o mar). A praia não tem guarda-vidas. Não é permitido acampar fora dos campings que pertencem aos moradores. É possível acessar a praia por uma trilha de 3 km a partir da Vila Oratório, ou contratar o serviço dos barqueiros que fazem o transporte com duração de aproximadamente 15 minutos. A trilha bem marcada é uma caminhada de nível médio. O ponto de partida para o transporte de bote também começa na Vila Oratório, onde é preciso pegar uma kombi que leva os turistas e moradores ao cais do condomínio Laranjeiras, em que ocorre o embarque.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Laranjeiras: “é o entorno continental imediato da Reserva, com um condomínio particular implantado na década de 70. Um pequeno cais localizado dentro do condomínio serve de apoio para a visitação às localidades da Praia do Sono e Ponta Negra. O acesso ao condomínio é restrito e só pode ser feito por Kombis que levam os moradores e turistas desde a Vila Oratório até o pequeno cais. Em Laranjeiras existem quatro praias frequentadas pelos condôminos e por visitantes. É possível chegar às praias por trilhas que partem da portaria do condomínio e do ponto final do ônibus na Vila Oratório. As trilhas são curtas, sinalizadas, bem conservadas e ideais para quem procura um passeio agradável, com pouca gente e uma bela paisagem”(Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

Digiprove sealCopyright secured by Digiprove © 2018
www.pdf24.org    Enviar artigo em PDF   
All original content on these pages is fingerprinted and certified by Digiprove
Por favor, aguarde...

Junte-se a nos!

Deixe seu nome e e-mail pra que possamos enviar todas as novidades do nosso site, (relatos de trilhas, cachoeiras, dicas sobre viagens e muito mais) assim que forem sendo publicadas!! Siga também nosso instagram - @trilhasecachoeiras - e nos envie suas fotos...toda semana publicamos o \"destaque da semana\". Grande Abraço!
Translate »