Poção de Martim de Sá – Paraty

 

  Endereço  Praia de Martim de Sá – REEJ, Paraty, RJ
  Distância Total  2,7 km
  Tempo Total  30 minutos 
  Nível do Trajeto  Leve

 


>A CHEGADA

              A Praia de Martim de Sá está localizada na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ)na Costa Verde, no sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, quase na fronteira com São Paulo. 

De carro: pra chegar a Paraty, a partir do Rio de Janeiro, acessar a rodovia BR-101, conhecida como Rio-Santos. A estrada, uma das mais belas do estado do Rio, percorre a região da Costa Verde. Do Rio até Paraty são 240 km.

De Paraty,  seguir pela BR-101, sentido Santos, até o trevo do bairro Patrimônio, pertencente ao município de Paraty, e subir à esquerda por uma estrada asfaltada até a bifurcação para a Estrada de Laranjeiras. Após passar pela guarita do condomínio Laranjeiras, de onde partem os barcos pra Martim de Sá.

De ônibus: Ir até a rodoviária de Paraty e de lá pegar um ônibus circular até Laranjeiras pontos de onde partem os barcos que levam a Martim de Sá.

OBS: Também é possível chegar até Martim a pé, mas é um caminho muito longo e extremamente desgastante, fazendo parte da Travessia da Juatinga. (Clique aqui e leia o relato completo da travessia)

ATENÇÃO: Os postos de gasolina em Paraty não funcionam até tarde da noite. Preste atenção nisso! Se for necessário pernoitar em Paraty, recomendo o Caiçara Hostel Paraty – simples, mas com bom custo benefício para uma noite apenas.


>A TRILHA

          Em  Martim de Sá só tem um único camping: o do Seu Maneco. A trilha que leva ao Poção parte de dentro do Camping e é a mesma trilha que leva até Cairuçu das Pedras e Ponta Negra (percurso que faz parte da Travessia da Juatinga).

         A trilha atravessa o rio algumas vezes; é bem demarcada, curta e com poucas subidas. Mais ou menos no meio do caminho vai ter uma bifurcação. Seguindo à direita você chega à Cachoeira do Escorrega (está escrito bem pequeno na árvore). Vale a pena conhecer. É uma cachoeira bem divertida, onde dá pra escorregar ou pular direto no poço.

rio que cruza a trilha
Rio que cruza a trilha

         Pra chegar no Poção, tem que seguir reto nessa bifurcação andar algum tempo a mais, passando por outros poços bastante agradáveis até chegar a um poço enorme que dá nome ao lugar. É possível saltar do alto de uma rocha (tome cuidado porque alguns pontos do poço são rasos e trombas d´água ocasionais podem arrastar troncos e pedras – veja se alguém salta antes e observe o ponto exato de salto e de queda). Ainda tem uma bonita queda
d´água na parte de trás do Poção, escondida atrás das rochas, acessível por nado.

Relaxando no Poção

>CONSIDERAÇÕES FINAIS

          A Praia de Martim de Sá faz parte da Travessia da Juatinga, uma caminhada de longa distância, que dura em torno de cinco dias, percorrendo toda a península da Juatinga. São 39 km de percurso passando por mais de 10 praias, cercadas pela exuberante cadeia de montanhas da Serra do Mar, banhada por rios que desaguam nas praias.

         A caminhada pode ser feita no sentido Vila Oratório – Paraty Mirim, tendo início na Praia do Sono, ou no sentido oposto terminando na mesma. Pra ver o relato completo da Travessia no sentido Paraty Mirim – Vila Oratório, clique aqui!

 

OBS: Seu Maneco é uma lenda local. Impossível falar de Martim de Sá sem mencionar seu nome. Sua família está espalhada por toda a Península da Juatinga. Encontramos parentes de Seu Maneco em Cairuçu das Pedras (Seu Apligio), em Ponta Negra (camping da Branca) e Saco das Enchovas. Todos conhecem ele e o respeitam muito. Tem uma carisma impressionante .Infelizmente a sua idade avançada e a diabetes o deixaram bem debilitado; mesmo assim está sempre andando pela praia disposto a conversar. Sugiro parar para ouvi-lo e, se possível , registrar esse momento. Pessoas assim levamos na memória mesmo quando se vão e agradecemos por ter cruzado nosso caminho.

OBS: De Martim vale a pena “atacar” o Farol da Juatinga, localizado na Ponta da Juatinga, que dá nome à travessia e conhecer a Praia de Sumaca, que fica no caminho. Ainda, em Martim de Sá, há vária atrações naturais, como o Poção e o Pico do Miranda. Por ser um local muito tranquilo e com uma energia muito boa, se tiver tempo recomendo que fique uns dias por ali e conheça todos esses locais (foi o que fizemos! Pra acessar os relatos completos clique nos nomes em verde)

OBS: Muitas pessoas acampadas em Martim de Sá aproveitam pra conhecer Cairuçu das Pedras. Alguns vão de trilha mesmo, mas a grande maioria vai de barco, que sai em torno de 15 reais por pessoa.

INFORMAÇÕES:

 

  • Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ): “é uma unidade de conservação da natureza localizada no extremo sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty. São 9.797 hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos. Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1500 pessoas em 15 comunidades e núcleos de ocupação localizadas ao longo da costa. Toda a área da REEJ também está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Praia de Martim de Sá: “Martim de Sá é, sem dúvida, uma das mais fascinantes praias da REEJ. É habitada por apenas um núcleo familiar caiçara, a família dos Remédios. O patriarca é o Sr. Maneco, simpático caiçara que recepciona os turistas de todo Brasil atraídos por uma praia de beleza rara, rodeada pela Mata Atlântica. Sua esposa e filhos oferecem refeições, bolos e pasteis durante a temporada turística. Ele administra o único camping do lugar, que costuma ficar cheio principalmente no feriado do réveillon. No restante do ano a praia fica praticamente deserta, com alguns poucos turistas. Atrativa para muitos surfistas pela formação de suas ondas, a praia não tem luz elétrica, por isso, além dos sons da natureza, nos feriados é possível escutar os sons de animadas rodas de violão que varam a noite no canto. Martim de Sá faz parte da região mais preservada da Reserva e oferece outros atrativos além da praia, como o Pico do Miranda, um mirante a 625 m de altitude, acessado por uma trilha que passa por árvores de grande porte, e de onde é possível avistar a baía de Angra dos Reis, a Ilha Grande, a ponta da Juatinga e o mar de fora, num belo ângulo de Martim de Sá. O poção é uma região conhecida como encontro dos rios, local bastante procurado pelos turistas que querem se refrescar com um banho de rio. A partir de Martim de Sá, existe também uma trilha de quase 4 km, com subidas e descidas, que leva à Praia da Sumaca. O acesso a Martim de Sá se dá apenas de barco, principalmente a partir do cais dos pescadores na cidade de Paraty ou de Paraty-Mirim. Por trilha é possível chegar à praia a partir da comunidade da Praia do Pouso da Cajaíba, com 4 km de extensão. Ou pela trilha que se inicia na Vila Oratório, com 19 km de extensão.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Ponta da Juatinga: “Localidade que leva o nome da Reserva, em que vive a comunidade mais remota da REEJ. A ponta da Juatinga é a extremidade da península, uma porção de terra estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes extensões de terra. É uma região que almeja cuidados até mesmo pelos navegantes experientes, por estar em mar aberto e sujeita a ventos fortes e correntezas. Como não existe praia, o embarque e desembarque na vila de pescadores é feito tradicionalmente em estivas, que podem ser descritas como um arranjo de troncos de árvores dispostos na costeira, de modo que facilite a entrada da canoa com a subida da maré. Essa comunidade vive até hoje sem energia elétrica e com pouca oferta de água. Os quintais das casas são cuidadosamente enfeitados com muitos vasos de plantas e redes de pesca. Os moradores cultivam mandioca e outras culturas e pescam. O turismo ainda é pouco expressivo, já que o acesso depende de boas condições de mar. Um atrativo imperdível é o farol da Juatinga, que também é um mirante para contemplar toda a localidade. A trilha que parte da comunidade até o farol tem 500 metros de extensão e é bastante íngreme. O acesso à Ponta da Juatinga é feito de barco partindo do cais de Paraty ou de Paraty-Mirim até a localidade do Saco Claro, ponto de partida da trilha de 3 km até a comunidade da Juatinga. Dependendo das condições do mar, é possível desembarcar diretamente na Ponta da Juatinga.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

Ponta da Juatinga

  • Praia da Sumaca: “A Praia da Sumaca é uma das mais belas e isoladas da REEJ. Ideal para a prática de surf. Senhor Manequinho é o único morador da praia e durante a temporada de verão ele abre seu bar na praia para servir refeições e também receber turistas que queiram pernoitar no pequeno camping existente no local. Fique atento: É preciso ter muito cuidado com as condições de banho e navegação. Quando o mar está mais agitado, as correntezas que se formam nos cantos da praia são perigosas. O acesso à Praia é feito de barco até a praia do Pouso da Cajaíba e por trilha a partir da bifurcação existente à esquerda na trilha Praia do Pouso da Cajaíba – Martim de Sá. Também é possível chegar pela trilha de 4 km a partir da Praia de Martim de Sá. Outra maneira mais fácil de acessar a praia é desembarcar na localidade de Ibijiquara e fazer uma trilha de aproximadamente 40 minutos até a praia. Todavia, o desembarque na enseada de Ibijiquara depende das condições de mar, pois lá também não existe cais.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)

 

  • Laranjeiras: é o entorno continental imediato da Reserva, com um condomínio particular implantado na década de 70. Um pequeno cais localizado dentro do condomínio serve de apoio para a visitação às localidades da Praia do Sono e Ponta Negra. O acesso ao condomínio é restrito e só pode ser feito por Kombis que levam os moradores e turistas desde a Vila Oratório até o pequeno cais. Em Laranjeiras existem quatro praias frequentadas pelos condôminos e por visitantes. É possível chegar às praias por trilhas que partem da portaria do condomínio e do ponto final do ônibus na Vila Oratório. As trilhas são curtas, sinalizadas, bem conservadas e ideais para quem procura um passeio agradável, com pouca gente e uma bela paisagem.” (Fonte: http://www.dapweb.org/inea/reej_t.php)
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