Pedra da Gávea

  Endereço  Praça Prof. Velho da Silva, Barra da Tijuca – Rio de janeiro
  Distância Total  5,5 km
  Tempo Total  4h 30min
  Elevação Máxima  844 metros
  Nível do Trajeto  Difícil

 

 

 


>A CHEGADA

     A Pedra da Gávea* está localizada no Setor B do Parque Nacional da Tijuca – PNT*, juntamente à Agulhinha da Gávea* e Pedra Bonita*.

      O início da trilha fica na “Barrinha“, próximo à subida da Estrada do Joá (pra quem vai sentido São Conrado), no início da Barra da Tijuca. É necessário seguir pela Estrada do Sorimã ou pela Av. Fleming até o final, contornar a Praça Professor Velho da Silva e entrar num condomínio fechado (na entrada tem uma guarita e um portão de grades verdes). Basta se aproximar que o segurança abre o portão.

       A partir daí a estradinha é toda de pedras. Basta seguir até o final, onde tem um pequeno estacionamento (procure chegar cedo, pois há poucas vagas). Do próprio estacionamento é possível avistar a entrada do Parque. Será preciso assinar um termo de responsabilidade na guarita de acesso. A partir daí começa a trilha.

OBS: Pra quem vai de ônibus,pegar o 302 vindo da Tijuca pelo Alto da Boa Vista ou o 557 vindo de Copacabana pela Estrada do Joá. Em ambos os casos será preciso saltar na praça central da Barrinha, próximo à Delegacia de Polícia, e seguir andando o resto do caminho.

 

>A SUBIDA (VIA PICO DOS 4)

      A primeira parte  da trilha consiste numa subida leve por uma estradinha de pedra. Em menos de 20 minutos já dá pra ouvir o som da queda d´água. Um pouco mais à frente, é possível avistá-la. Descendo à direita por uma trilha, chega-se à base da Cachoeira da Pedra da Gávea.

OBS: Quando tá na época de chuva, o volume de água da queda aumenta bastante e a Cachoeira se torna um atrativo e tanto para os trilheiros e demais visitantes do Parque. Vale muito a pena um banho antes e/ou depois de enfrentar a pesada trilha da Pedra da Gávea.

     O caminho à frente, seguindo reto, se afastando da cachoeira, é a trilha tradicional para a Pedra da Gávea (via carrasqueira). É um caminho mais longo e mais exposto ao sol, no entanto, bem sinalizado e cheio de mirantes. À direita, atravessando o córrego d´água que forma a cachoeira, a trilha tem pouca sinalização, é mais íngreme e cansativa, mas não precisa passar pela carrasqueira, é bem mais rápida e passa pela Garganta do Céu*, uma das vistas mais impressionantes que tivemos.

OBS: Subimos pela trilha que fica à direita da Cachoeira (Via Pico dos 4) e completamos um circuito descendo a carrasqueira pela trilha tradicional. Dessa forma, exploramos todas as opções pra que vocês possam fazer as suas próprias escolhas.

      Pra seguir por esse caminho, há duas opções: descer até a Cachoeira e, então, subir por uma trilha à direita da queda  d´água; ou atravessar o córrego na parte alta da cachoeira. De qualquer forma, os dois caminhos se encontram.

              O grande desafio nesse momento é identificar o caminho correto a seguir, porque não há nenhuma sinalização ou indicação da direção certa. Talvez por isso poucas pessoas sigam por essa trilha. Nesse momento é interessante que se tenha conhecimento do local.

OBS: A dica é observar a trilha que se forma naturalmente. Onde os trilheiros passam, as plantas ficam amassadas junto ao chão e as folhas se espalham pra fora do caminho, deixando marcas de pegadas e terra expostas.

Atenção: Há muitas Jaqueiras no local, cuidado para não ser surpreendido por uma Jaca. Se cair direto na cabeça o prejuízo vai ser grande!!

             Depois de algum tempo andando nessa mata fechada, a trilha começa a se tornar uma subida e, daí em diante, torna-se mais fácil se guiar, inclusive algumas setas foram pintadas em pedras e troncos indicando o caminho. Essa subida dura bastante tempo e tem alguns pontos bem íngremes. É bem cansativo mesmo.

       Após cerca de 1 hora subindo, abre-se um clarão com uma vista incrível de  São Conrado. Uma curta e estreita descida que beira o precipício leva à Garganta do Céu*, uma fenda na rocha de onde é possível ver toda a extensão da praia de São Conrado com o Morro Dois Irmãos*, entre as Favelas da Rocinha e  do Vidigal. ao fundo. Incrível. Vale muito a pena conhecer.

         Pra retornar ao objetivo, que é o topo da Pedra da Gávea, volte até o clarão do qual falamos anteriormente, mas dessa vez subindo por uma pequena trilha no meio da mata. Basta seguir em direção ao topo. Essa parte é bem complicada. É preciso bastante atenção e força nos braços, pois envolve “escalaminhada” nas rochas e trechos de subida íngreme com auxílio de cabos de aço.

OBS: Apesar de não precisar passar pela carrasqueira, ainda assim será preciso passar por esse trecho que é bem complicado, principalmente se a pedra estiver molhada. Portanto não vá achando que é moleza. 

            Passada essa parte mais complicada, chegamos, finalmente, ao platô da Pedra da Gávea. Lá as possibilidades são enormes. Há muito espaço pra percorrer, relaxar, tirar fotos, muito visual diferente e toda uma energia especial. Uma visão panorâmica da cidade, com a Pedra Bonita e Agulhinha da Gávea logo à frente, Morro do Corcovado, Morro dos CabritosMorro da Urca e Morro Dois Irmãos um pouco mais distantes e mais à esquerda, Pico da Tijuca e Tijuca Mirim

       No lado oposto, visível de longe, tem a famosa “cadeirinha” onde as pessoas tiram fotos se pendurando, (bem parecida com a “falsa” Pedra do Telégrafo) e, um pouco além, o local de onde os praticantes de base jump* saltam. Pra chegar até lá é preciso descer com o auxílio de correntes presas à rocha e depois enfrentar um pequeno trecho de escalada entre as pedras. Apesar de curto, esse trecho é bem traiçoeiro e nem todo mundo tem coragem de enfrentá-lo. (se não estiver confiante, peça ajuda a alguém.)

>A DESCIDA (VIA CARRASQUEIRA)

       Pra retornar, você deve pegar a trilha que desce no sentido Barra da Tijuca, pouco antes da descida antes mencionada que leva até a “cadeirinha”. É uma trilha menos íngreme do que  da subida, mas ainda assim é bem cansativa, oscilando entre descidas em meio a galhos e pedras, caminhada leve e descidas com auxilio de cabo e grampos presos à rocha. Tudo isso num percurso muito longo, pois a trilha contorna toda a extensão da Pedra da Gávea.

            O destaque nessa trilha fica pra famosa e temida “carrasqueira”, um paredão íngreme onde é preciso escalar tanto pra subir até o topo quanto pra descer. Muitas pessoas se sentem inseguras principalmente quando olham pra baixo e se dão conta da altura em que estão. Apesar disso, existem meios de facilitar a subida. Algumas pessoas contratam guias que utilizam cordas e capacetes pra dar mais segurança, outros escolhem alguns pontos mais simples de subir, com cavidades na rocha que facilitam a escalada.

Carrasqueira
Carrasqueira

OBS: Se estiver com muito medo e não estiver acompanhado de um guia, peça ajuda a outras pessoas, algumas delas podem ter experiência ou instrumentos pra te auxiliar. Não desista! Se for preciso, aguarde, respire, veja as outras pessoas subindo: jovens, adultos, senhoras, pessoas atléticas, pessoas fora de forma, até crianças. Todos conseguem, por que não você? Aguarde o tempo que for até se sentir pronto. O topo está muito perto! Passando pela carrasqueira são mais 15 minutos ou menos. E, se estiver descendo, fique ciente de que descer pelo Pico dos 4 é bem mais complicado.      

 

>CONSIDERAÇÕES FINAIS*

           A região no entorno da Pedra da Gávea possui muitos atrativos. Restaurantes, bares e belíssimas praias. Pra quem termina a trilha morto de fome ou com vontade de tomar aquele chopp gelado, recomendo o “La Violetera” ou o “Concha Doce” ambos próximo à pracinha central da Barrinha.  Já pra quem está afim de relaxar e dar um mergulho no mar, sem dúvidas a escolha certa é a Praia da Joatinga, dentro de um condomínio, na subida da Estrada do Joá. A praia é de longe uma das mais belas da cidade. (têm dias que a maré está alta e a areia é completamente tomada pelo mar- procure se informar na entrada do condomínio.)

Abaixo algumas informações e curiosidades sobre pontos de interesse na trilha:

Parque Nacional da Tijuca (PNT): “Localizado no coração do Rio de Janeiro, com acesso pelas Zonas Norte, Sul e Oeste, o Parque Nacional da Tijuca (Parna Tijuca ou PNT) protege a maior floresta urbana do mundo replantada pelo homem, com uma extensão de 3.953 ha de Mata Atlântica. É o Parque Nacional mais visitado do Brasil, recebendo mais de três milhões de visitantes por ano, entre brasileiros e estrangeiros de todas as idades. 

Dividido em quatro setores – Floresta,Serra da Carioca, Pedra Bonita/Pedra da Gávea e Pretos Forros/Covanca, o PNT tem opções de programas para todos os públicos: desde áreas para piquenique e churrascos até voo livre, escalada, trilhas e outrasatividades. Entre os famosos cartões postais do país, estão o Morro do Corcovado, onde está localizada a estátua do Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do mundo moderno, a Vista Chinesa, a Pedra da Gávea, o Parque Lage e as Paineiras.“. Horário de Funcionamento: 7h às 17h. (Fonte: http://www.parquedatijuca.com.br/)

Pão de Açúcar: “Pão de Açúcar é um complexo de morros localizado no bairro da Urca e composto pelo morro do Pão de Açúcar (que dá nome ao complexo), morro da Urca e morro da Babilônia. Junto com a estátua do Cristo Redentor é o maior cartão-postal da cidade doRio de Janeiro e um dos mais famosos do Brasil. Pelas características únicas, margeado pelas águas da baía de Guanabara, constitui-se em uma referência turística internacional para a cidade.

Possui como atração complementar o passeio de teleférico, interligando a Praia Vermelha e o Morro da Urca ao Pão de Açúcar. Conhecido como Bondinho do Pão de Açúcar (http://www.bondinho.com.br/o teleférico foi idealizado em 1908 e inaugurado em 1912, tornando-se o primeiro teleférico instalado no país e o terceiro do mundo. Nesses mais de noventa anos de existência, já transportou mais de trinta milhões de pessoas. Na última estação do bondinho tem-se a vista panorâmica das cidades do Rio de Janeiro e de Niterói.

O Morro do Pão de Açúcar, o mais alto do complexo, é constituído por um bloco único de gnaisse-granito com mais de seiscentos milhões de anos de idade, que surgiu da separação entre os continentes sul-americano e o africano, e que sofreu alterações por pressão e temperatura. Eleva-se a 395 metros acima do nível do mar. É rico em espécies de plantas rupícolas, estando presente em suas faces diversas espécies endêmicas de bromélias e orquídeas. A face sul é especialmente rica, praticamente toda tomada por um “tapete vegetal”, contrastando enormemente com a face norte que apresenta pouca vegetação em suas vertentes. É circundado por um resquício de Mata Atlântica. Em seu topo localiza-se a última estação do teleférico. O seu nome é explicado por alguns autores pela semelhança aos blocos cônicos formados pelo açúcar na fase da purga em sua fabricação, à época colonial.” (Fonte: www.wikipedia.com)

Pedra da Gávea: “A Pedra da Gávea é um monólito de gnaisse cujo ponto culminante situa-se na Barra da Tijuca, estendendo-se pelos bairros do Joá, do Itanhangá e de São Conrado, Rio de Janeiro, Brasil. Com topo de granito subindo 842 metros acima do nível do mar, é o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. É um dos pontos extremos do parque da Floresta da Tijuca e um dos mirantes mais espetaculares. O batismo da Pedra da Gávea remonta à épica expedição do capitão Gaspar de Lemos, iniciada em 1501, de que participou igualmente Américo Vespúcio, e na qual também o Rio de Janeiro recebeu sua denominação. Foi a primeira montanha carioca a ser batizada com um nome em português, após ter sido avistada, no primeiro dia de janeiro de 1502 pelos seus marujos, que reconheceram em sua silhueta o formato de um cesto de gávea, dando origem ao termo usado para toda a região da Gávea Pequena e para o atual bairro da Gávea.” (Fonte: www.wikipedia.com)

Pedra Bonita: A Pedra Bonita é um ponto turístico localizado no Parque Nacional da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. Ela fica no Setor C, juntamente da Agulhinha da Gávea e Pedra da Gávea, uma área geograficamente isolada da sede do parque. Por ser de fácil acesso é muito visitada por quem busca curtir o nascer ou por do sol  de um visual vislumbrante. De lá, tem-se uma visão privilegiada da Pedra da Gávea.

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