Cachoeira Paradise – MG

  Endereço  Lapinha da Serra – Santana do Riacho,  Minas Gerais
  Distância Total  3 km
  Tempo Total  2 horas
  Elevação Máxima
  Nível do Trajeto  Leve/ Moderado

 

 

 

 

 


>A CHEGADA

      Lapinha da Serra é um pequeno distrito localizado em Santana do Riacho, região turística importante do Circuito Estrada Real*. O vilarejo está incrustado aos pés dos pontos mais altos da região, Pico do Breu e Pico da Lapinha, com 1.687 e 1.686 metros, respectivamente. Além dos citados picos, a paisagem é composta por belíssimos lagos e cachoeiras.

     Para chegar na Lapinha, a partir da Rodoviária de Belo Horizonte, é preciso pegar um ônibus até Santana do Riacho* (Ônibus diário da Saritur – tel: 31 3272-8525 – www.saritur.com.br). Em Santana, as opções são escassas: pegar carona com o “caroneiro” (ônibus público que realiza o trajeto uma vez por semana); pegar o ônibus particular que faz esses trajetos (pesquisar horários e dias no site da Saritur); caso não haja nenhuma dessas opções ou os horários não ajudem, resta o serviço informal de “leva e trás” dos moradores locais (perguntar no bar da Bebel), que cobram em torno de R$ 50,00 pelo trajeto.

OBS: Há um ônibus que faz o trajeto BH // Lapinha da Serra, mas as opções de dia e horário são muito restritas. (Consulte o site da empresa Saritur)

     Caso opte por ir de carro, o acesso é pela MG–10, até o distrito da Serra do Cipó*. No trevo, já próximo à entrada da Serra do Cipó,  seguir a orientação das placas e pegar a estrada de terra que dá acesso a Santana do Riacho. Chegando em Santana do Riacho, contornar a Praça Central e seguir pela rua da prefeitura até a estrada de terra, seguindo por mais 12 km até a Lapinha da Serra.

   É bom tomar algumas precauções caso decida ir de carro, pois as opções de abastecimento são escassas, limitando-se a alguns locais em Santana do Riacho e na Lapinha da Serra onde vendem o litro de gasolina avulso, por isso o ideal é encher o tanque em Belo Horizonte; de Santana até a Lapinha, são aproximadamente 12km de estrada de terra esburacada que, durante temporais fica bastante comprometida, portanto é indispensável estar com a revisão do carro em dia. (Dificilmente você conseguirá um serviço de reboque no local. Cabe lembrar que não há sinal de telefone na região).

OBS: Vale a pena conhecer Santana do Riacho e, se possível, visitar algumas de suas muitas cavernas com pinturas rupestres ou suas belas cachoeiras. Se der sorte, acabará cruzando com figuras locais, como o artista Arcanjo, responsável por muitas obras na região, dentre as quais o “Juquinha” na Serra do Cipó e a escultura da índia na praça central  de  Santana do Riacho, onde, segundo o mesmo, foi onde toda a povoação da região da Serra do Cipó teve início.

 

>A TRILHA

          Partindo da praça central da Vila de Lapinha, onde há duas pequenas igrejas, seguir em direção aos lagos, passando pela Confraria Paladino. O caminho levará até um grande campo gramado próximo ao Lago do Vilarejo e uma pequena ponte que leva até o acesso às trilhas.

        Adotamos como ponto de partida das trilhas o pequeno portão localizado próximo a uma casinha que dá acesso aos picos e cachoeiras. A partir daí, basta seguir em direção à montanha. A subida é feita em meio às pedras e, em alguns pontos, é necessário utilizar as mãos. Ao longo de todo o caminho você irá conviver com vegetação rasteira típica do cerrado e cascalho, portanto o ideal é utilizar calçado fechado.

      Em poucos metros, chegamos ao Pocinho, uma pequena queda d´água, de fácil acesso, inclusive para crianças. Seguindo adiante, avistamos o Boqueirão, um grande poço com uma pequena queda d´água. Muitos jovens vão lá pra saltar das pedras diretamente no poço (cerca de 10 metros de altura).

        Após o Boqueirão, há uma cerca de arame tombada, nada demais, mas é bom ter cuidado pra não acabar cortando o pé. Alguns metros à frente , está o Poço da Pedra (também conhecido como Poço das Fadas ou Duas Quedas) que, assim como as anteriores, consiste em pequenas quedas d´água que formam um grande poço, onde é possível relaxar e nadar. Ainda nessa primeira parte da trilha há uma última queda d´água, chamada de Cachoeira do Rapel, onde é possível a prática desse esporte, desde que devidamente acompanhado de guias ou pessoas locais

       A partir daí, tomam-se como referência os canos que levam água das nascentes para a vila. Será preciso contorná-los, passar por debaixo, sempre tomando cuidado para não os danificar. Chegando à parte alta, ignore as sinalizações que indicam o caminho para o Pico da Lapinha e siga em direção à Cachoeira do Paradise; é possível avistá-la de longe.

OBS: Nesse ponto da trilha tem uma pequena fonte de água potável onde é possível se hidratar e encher o cantil para o restante do trajeto.

       Após uma boa caminhada, passando por pedras, areia e mata rasteira, chega-se à Cachoeira Paradise ou Cachoeira do Paraíso. O nome diz tudo. O lugar é maravilhoso. A queda, de aproximadamente 20 metros é impressionante e de lá se tem uma vista incrível da Lapinha.  A volta é tranquila e rapidamente se alcança o inicio da trilha. Vale dar uma passada numa das cachoeiras que ficam próximo à base pra dar uma refrescada.

 

>CONSIDERAÇÕES FINAIS*

      A Lapinha está incrustada no pé da Serra, à 1.200 metros de altitude, portanto o clima varia muito rapidamente ao longo do dia. Portanto preste bastante atenção no céu quando for fazer uma trilha longa e não se assuste com o fortíssimo vento noturno. É algo impressionante! Em torno de meia noite tem ínicio uma ventania que só se encerra por volta das oito da manha.

        Na região é possível se hospedar em Chalés, casas, pousadas ou campings. Como resolvemos acampar, indicamos os campings da Bromélia e do Breu (conhecido como camping do Zinho). O primeiro pela estrutura (possui cozinha) e o segundo pela localização, bem próximo às trilhas.

      Há diversos restaurantes na vila. A comida é farta e deliciosa. O ambiente muito acolhedor. Por mais que resolva acampar e levar a sua própria comida, vale a pena experimentar uma refeição local, Cabe lembrar que existe mercearia na vila.

      Caso precise de alguém para levá-lo até Santana do Riacho ou até mesmo pra Serra do Cipó, procure pelo Chico, marido da Cláudia. Ótima pessoa e sempre disposto a ajudar. Conhece muito da região.

      Respeite os costumes locais. Não transite pela cidade com trajes de roupa de banho e não coloque som alto até altas horas da noite. É proibido por lei o acesso às cachoeiras levando bebida alcoólica. Não largue seu lixo em qualquer lugar. Seja solidário, interaja com os locais. Só assim será possível absorver todas as histórias e boas energias que Lapinha da Serra tem a oferecer.

Para mais informações acesse o site oficial de lá: http://www.portaldalapinha.com.br

Lapinha: “Distrito de Santana do Riacho, a Lapinha está localizada na região da Serra do Cipó e faz parte da APA (Área de Preservação Ambiental) Morro da Pedreira, cinturão de proteção do Parque Nacional da Serra do Cipó. Integra o circuito da Estrada Real e está a 143 Km de Belo Horizonte. Alguns a chamam Lapinha da Serra, os moradores mais antigos Lapinha de Belém.” 

Circuito Estrada Real:Estrada Real era o nome alusivo a qualquer via terrestre que, à época do Brasil Colônia, era percorrida no processo de povoamento e exploração econômica de seus recursos, em articulação com o mercado internacional. O Projeto Estrada Real foi formulado em 2001 pelo Instituto Estrada Real, sociedade civil, sem fins lucrativos, criada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) com a finalidade de valorizar o patrimônio histórico-cultural, estimular o turismo, a preservação e revitalização dos entornos das antigas Estradas Reais.”. (Fonte: www.wikipedia.com)

Santana do Riacho:Os primórdios do atual município de Santana do Riacho remontam ao período colonial brasileiro, quando chega à região um bandeirante, que parou para descansar próximo a um riacho (surgindo então o primeiro nome do lugar, Riacho Fundo). Ao explorar o local, o bandeirante entra em contato com a população indígena local, incluindo uma índia e uma pequena menina perdidas, a quem acolheu. A índia veio a falecer pouco tempo depois e a criança continuou a ser cuidada pelo bandeirante, sendo que quando crescida ambos tiveram vários filhos cujos descendentes deram procedimento ao povoamento da região. O nome recebido pelo município remonta ao riacho frequentado pelo bandeirante que estava a explorar o local e à padroeira municipal, Santa Ana.”. (Fonte: www.wikipedia.com)

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